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SERVIDOR PÚBLICO

Nomeados pela Funai esperam por posse há 3 meses
​Demora é resultado de imbróglios judiciais e da desorganização da Funai
Por Repórter Especial com Metrópoles
19/05/2019 - 09h59
Lunae Parracho/Reuters

Os 101 aprovados no último concurso da Fundação Nacional do Índio (Funai) ainda não foram convocados para tomar posse. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União desde 30 de janeiro.

Uma parcela dos futuros servidores chegou a pedir demissão dos empregos onde estavam, contando com a garantia do novo cargo, e agora estão passando dificuldades financeiras.  Um deles, que pediu para não ser identificado por medo de represálias, deixou o trabalho na Fundação Casa, em São Paulo, e chegou a alugar um apartamento em Mato Grosso, estado para onde foi lotado. No entanto, ele precisou voltar para o interior paulista e não consegue pagar as contas da família. “É uma situação difícil, desagradável. Estou vivendo às custas da minha mãe, que é uma senhora de 75 anos. Estou aqui na minha cidade, com vergonha de encontrar as pessoas”, conta.

A demora é resultado de imbróglios judiciais e da consequente falta de organização da Funai, que alega ter tido pouco tempo para planejar as nomeações.

Risco aos índios

A Funai tinha cerca de 1.888 servidores em seu quadro até dezembro de 2018, e a previsão é que mais de 600 se aposentem até 2020, pois 550 já recebem abono de permanência.  Diante do quadro de precarização, o Ministério Público Federal no Amazonas ajuizou uma ação civil pública, em outubro de 2018, para readequar o atendimento da Funai . O receio dos procuradores era que a mudança no processo de demarcação de terras colocasse os índios em risco.

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